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Edição 04 – Crônica: “Bons profissionais são bons seres humanos” – Suplemento Araçá

By Redação no setembro 12, 2020
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Bons profissionais são bons seres humanos
Érica da Costa Barros

Certa vez li em uma rede social a seguinte frase: “Antes de ser um bom profissional, seja um bom ser humano”, e fiquei refletindo sobre a prática dos que trabalham com a Educação. Há muita discussão acerca dos termos “tia” e “professora”, da valorização dos professores, das condições de trabalho e salários, mas pouco se discute sobre o que move um profissional, o que baseia suas escolhas e seu cotidiano laboral.

Em qualquer profissão encontraremos ônus e bônus, questões pelas quais aqueles que a exercem precisarão reivindicar melhorias, assim como elementos que poderão trazer satisfação e realização no exercício da mesma. A discussão aqui é: quanto de amor empregamos naquilo que fazemos? Nenhum curso irá nos ofertar essa ferramenta, pois ela é natural, intrínseca. As instituições nas quais nos formamos oferecem a técnica, o conhecimento científico, outra esfera importante para a realização de um trabalho de excelência, sem dúvidas, mas sem o amor toda técnica é vazia e o dia a dia profissional, aos poucos, torna-se exaustivo, sacrificante, penoso.

O amor é o instrumento mais eficaz para observarmos as necessidades dos discentes, suas famílias, colegas de trabalho e as nossas; através dele sentimo-nos incentivados a buscar soluções, trocar experiências, ouvir e falar com os pares. Esse primeiro pilar transforma as decepções, o desânimo, o cansaço físico, os aborrecimentos em eventos passageiros, que nos desestabilizam por um momento breve e faz com que logo retomemos o nosso foco, que nesse caso em particular, confesso aqui, o meu é o aluno.

A técnica, outro instrumento tão importante quanto o primeiro, nos oferece o caminho que devemos seguir para alcançar os objetivos traçados com amor. Não pode existir profissional sem técnica, esse elemento é o que nos distancia do senso comum, do “fazer sem propósito”. O conhecimento científico e a sua prática é o que nos habilita como profissionais, é através dele que podemos planejar, executar e avaliar o que realizamos com os nossos alunos, buscando alternativas para alcançarmos a nossa meta.

Caro leitor, não entenda que incentivo o trabalho POR amor, excetuando, claro, que você esteja exercendo uma atividade voluntária. O que promovo nesta conversa é o trabalho COM amor. Empregue esse sentimento como primário ao realizar sua profissão; ao levantar-se e ir ao local onde a exercerá; olhe COM AMOR para as necessidades daqueles que ali estão, entenda as suas limitações; lute por você e pelos outros; enxergue o ônus como algo útil para fortalecer sua identidade profissional; busque seus direitos, honre seus deveres.

Por fim, deixo-lhe um desafio: olhe para o espelho e pergunte a si o quanto de amor e técnica você tem empregado em seu trabalho. Você ainda ama o que faz? Ou sua técnica é uma mera repetição mecânica do que aprendeu nos cursos? O amor faz com que humanizemos a técnica. Pense nisso.

Redação

O suplemento literário Araçá é um projeto da Revista e Editora “Entre Poetas & Poesias” e foi criado com objetivo de divulgar e propagar a arte a todos os cantos do Brasil e do mundo. Um periódico cultural que nasceu para tornar o cotidiano dos leitores mais suaves com mensagens líricas, filosóficas, entrevistas, poesias, artigos acadêmicos, debates educacionais, entre outros.

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